A coalizão Vida em Conta, composta por cerca de 140 economistas e 70 organizações da sociedade civil, tem como destaque a apresentação do documento 10 Propostas para um Novo Ciclo de Desenvolvimento no Brasil. Esse texto tem como objetivo transformar as diretrizes das Diretrizes para um Projeto de País Justo, Sustentável e Soberano em compromissos práticos para o próximo governo, com foco na redução das desigualdades e na melhoria da qualidade de vida como prioridades econômicas.
Propostas Transformadoras
O documento que será entregue aos candidatos à presidência reconhece conquistas significativas desde 2023, como a luta contra a fome e a pobreza, a queda da inflação, a criação de empregos, o crescimento econômico e a proteção ambiental. No entanto, alerta para a persistência de desigualdades profundas, riscos climáticos crescentes e a dependência tecnológica e produtiva como desafios estruturais.
Maiara Folly, diretora executiva da Plataforma CIPÓ, destaca a importância de investimentos públicos e políticas de longo prazo para reduzir as desigualdades, enfatizando a necessidade de ampliar serviços essenciais, gerar empregos de qualidade e fortalecer as capacidades produtivas e tecnológicas do Brasil.
Propostas Inovadoras
Entre as principais propostas da coalizão estão a criação de uma estratégia com metas de renda, riqueza, gênero, raça e território para orientar políticas públicas, a liderança na criação de um painel internacional sobre desigualdade e a implantação progressiva da Tarifa Zero no transporte coletivo. Veja também: Como Usar o FGTS na Compra da Casa Própria: Guia Completo.
Além disso, o documento propõe uma política nacional de cuidados para reduzir a sobrecarga sobre as famílias, o aumento da alíquota do Imposto de Renda para os super-ricos, revisão de subsídios fiscais e incentivos condicionados à economia de baixo carbono, entre outras medidas inovadoras.
Fortalecimento Social e Econômico
Com foco na valorização do trabalho e na redução de desigualdades, as propostas da coalizão visam também regular a jornada de trabalho, manter aumentos acima da inflação em benefícios sociais e aposentadorias, e promover uma política territorial que fortaleça a agricultura familiar e agroecológica.
A busca por responsabilidade fiscal aliada ao bem-estar é um dos princípios defendidos pelo documento, destacando a importância de quem paga e como o dinheiro é utilizado para benefício da sociedade.
