A mangaba, ícone cultural e ambiental de Sergipe, tornou-se símbolo de resistência em Aracaju. Localizada na região sul da cidade, área de expansão urbana, as últimas remanescentes de mangabeiras enfrentam pressão imobiliária que ameaça a autonomia de famílias extrativistas. Principal líder é Maria Eliene Santos, presidente da Associação das Catadoras e Catadores de Mangaba Padre Luiz Lemper (ACCMPLL).
A luta das catadoras de mangaba em Aracaju
A ACCMPLL é referência para as famílias extrativistas de Aracaju, preservando conhecimentos tradicionais e interagindo com o Poder Público. Recentemente, a associação ganhou destaque ao vencer o Prêmio Guardiãs da Sociobiodiversidade na categoria Povos e Comunidades Tradicionais.
O território das catadoras de mangaba é composto por uma Reserva Extrativista e uma área concedida pela União. Apesar de diferentes regimes de gestão, formam um único território tradicional, mantendo o extrativismo por gerações. Recentemente, foi lançado o Plano de Manejo Popular da reserva durante a 5ª Festa da Colheita. Veja também: Como se preparar financeiramente para a aposentadoria com sucesso.
Desafios e controvérsias
A prefeitura de Aracaju planeja transformar a Resex em um parque urbano, o que pode descaracterizar a unidade de conservação e afetar a comunidade. A população local, por meio de iniciativas como o Plano de Manejo Popular, busca manter seu modo de vida tradicional e sustentável.
O processo de criação da reserva foi marcado por violações de direitos, com a expansão urbana comprometendo o território das catadoras. Lideranças comunitárias destacam a importância da luta pela preservação da mangaba e do modo de vida das famílias extrativistas.