Um casarão histórico em estilo normando no bairro do Pacaembu, em São Paulo, guarda parte da cultura e da história do Brasil. O endereço em questão, na Rua Buri, número 35, foi lar do renomado historiador Sérgio Buarque de Holanda e sua família entre 1957 e 1982.
Neste cenário emblemático, está acontecendo a exposição ‘A casa do historiador: Sérgio Buarque na Rua Buri’, que traz à tona a intimidade e as relíquias que unem São Paulo a Campinas, onde a Unicamp preserva o acervo pessoal do escritor há mais de quatro décadas.
A parceria entre o Arquivo Público do Estado, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e a Unicamp busca revitalizar esse espaço, proporcionando uma homenagem ao legado de Sérgio Buarque de Holanda.
O legado de Sérgio Buarque e Antônio Cândido
Parte da exposição inclui livros com anotações e dedicatórias que revelam a amizade entre Sérgio Buarque e Antônio Cândido, dois ícones da literatura brasileira. Esses exemplares trazem à tona a intensa troca intelectual entre os dois mestres. Veja também: Dicas para Fazer a Pintura do Carro Mais Barata.
Além dos livros, objetos pessoais do escritor também foram levados de volta à São Paulo, proporcionando um mergulho na vida e na obra desse importante personagem da cultura nacional.
Residência artística e resistência política
Além de seu peso acadêmico, a residência na Zona Oeste de São Paulo era um ponto de encontro para grandes nomes da música e da intelectualidade brasileira. O casarão testemunhou encontros singulares e momentos marcantes da história cultural do país.
Sérgio Buarque de Holanda e sua família também enfrentaram a pressão do regime militar, com o casarão sendo alvo de vigilância constante. Documentos revelam a atenção especial dos órgãos de repressão sobre a rotina da casa e seus habitantes, incluindo o filho Chico Buarque.
A exposição na antiga residência da família Buarque de Holanda é mais do que um mergulho na história e na cultura do Brasil; é um testemunho da resistência e da importância de preservar a memória em tempos de opressão e censura.
Fonte: https://g1.globo.com
