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Brasil contesta acusações dos EUA sobre trabalho forçado e ameaças tarifárias

© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) emitiu um comunicado nesta quarta-feira (3) rebatendo a decisão do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de impor tarifas adicionais sobre importações de diversos países, incluindo o Brasil, por supostas práticas de trabalho forçado. A alegação americana, divulgada na terça-feira (2), levanta questionamentos sobre a atuação brasileira no combate ao comércio de produtos fabricados sob essas condições.

Brasil como referência internacional no combate ao trabalho forçado

O Palácio do Itamaraty criticou a medida, destacando que o Brasil é reconhecido há décadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como uma referência global na luta contra o trabalho forçado. A nota ressalta a combinação de fiscalização, responsabilização, cooperação institucional e compromisso político como pilares dessa conquista.

Possíveis retaliações e alegações adicionais

Além da imposição de tarifas, os EUA também alegaram que o Brasil adota práticas ‘desleais’, como no comércio digital através do PIX e no desmatamento ilegal. O governo brasileiro reagiu a essa acusação, assim como à ameaça de tarifas punitivas, apontando para possíveis medidas de reciprocidade conforme previsto na Lei aprovada no Congresso Nacional. Veja também: Como lidar com conflitos no ambiente de trabalho de forma eficaz.

Em meio a um contexto de tensões comerciais, a pasta destaca que o Brasil possui acordos de livre comércio que proíbem explicitamente o trabalho forçado e compulsório, comprometendo-se com a aplicação efetiva dessas regras. O Ministério do Trabalho e Emprego ressalta a disposição para cooperar com os EUA e outros parceiros internacionais para garantir práticas justas e éticas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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