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Anvisa intensifica monitoramento de canetas emagrecedoras para identificar efeitos colaterais

© Lasca e Catedral Laboratório/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou um novo Plano de Farmacovigilância Ativa para acompanhar de perto os efeitos colaterais decorrentes do uso das chamadas canetas emagrecedoras. A preocupação surge diante do aumento do consumo desses medicamentos, muitas vezes fora das indicações aprovadas e sem acompanhamento médico adequado.

A diretoria da Anvisa, em parceria com estabelecimentos de saúde, passará a realizar um monitoramento proativo, buscando identificar de forma sistemática possíveis complicações relacionadas ao uso de medicamentos agonistas do receptor do GLP‑1, conhecidos como canetas emagrecedoras. Nos últimos anos, o Brasil registrou um crescimento expressivo no consumo desses produtos, o que levou a um aumento significativo de complicações.

Combate à venda ilegal e falsificação

Além dos efeitos colaterais, a Anvisa também está atenta à circulação de produtos falsificados e irregulares no mercado. A venda de medicamentos sem garantia de origem é considerada crime e representa um grave risco à saúde dos consumidores. A agência destaca a importância de garantir a qualidade, dosagem e eficácia dos medicamentos para evitar danos irreversíveis.

O diretor da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, ressaltou que a ação de monitoramento é parte de um plano mais amplo, com foco no fortalecimento da farmacovigilância dos medicamentos agonistas do receptor do GLP-1. A iniciativa conta com a participação da Rede Sentinela e do HU Brasil, buscando qualificar as notificações à vigilância sanitária e promover o uso seguro dos medicamentos.

Enfoque na segurança e eficácia dos medicamentos

Segundo Campos, é fundamental acompanhar o comportamento dos medicamentos após sua comercialização, a fim de identificar riscos tardios ou raros. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, destacou a importância da atuação firme e coordenada da agência diante do crescente interesse pelas canetas emagrecedoras. Para Safatle, o modelo de farmacovigilância ativa desempenha um papel estratégico na detecção precoce de eventos adversos e na análise dos riscos associados ao uso desses medicamentos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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