O índice de preços ao consumidor sofreu impacto significativo no mês de abril, com forte pressão dos setores de alimentos e combustíveis. A prévia da inflação, medida pelo IPCA-15, atingiu 0,89%, superando o registrado em abril e alcançando o maior patamar desde fevereiro.
Em um período de 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,37%, frente aos 3,9% registrados nos 12 meses anteriores. Os dados foram divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (28), evidenciando a preocupação com a escalada dos preços.
Pressões por Setor
A alimentação e bebidas apresentaram alta de 1,46%, com destaque para produtos como cenoura, cebola e leite. Já o setor de transportes teve aumento de 1,34%, impulsionado principalmente pelo incremento nos preços dos combustíveis, com a gasolina liderando a pressão com alta de 6,23%.
A subida nos preços dos combustíveis é justificada, em parte, pelos conflitos geopolíticos envolvendo os EUA, Israel e Irã. A instabilidade no Oriente Médio impacta diretamente a indústria do petróleo, ocasionando bloqueios no Estreito de Ormuz e redução na oferta global do produto.
O governo brasileiro tem adotado medidas para mitigar os efeitos desse cenário, incluindo isenções fiscais e subsídios. Mesmo assim, a escalada dos preços dos combustíveis tem impactado diretamente o bolso do consumidor.
Comparação e Metodologia
O IPCA-15, que antecede o IPCA oficial, possui metodologia similar e serve como termômetro para a inflação. Ambos índices consideram a variação de preços em uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.
Enquanto o IPCA-15 tem abrangência geográfica em 11 localidades do país, o IPCA abarca 16 regiões. Em abril, o IPCA cheio será divulgado em 12 de maio, evidenciando a importância de medidas para conter a escalada inflacionária.
