O advogado Eugênio Aragão anunciou nesta terça-feira (19) que deixou a defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), que é um dos investigados no caso do Banco Master.
A saída ocorre em um momento em que Costa está negociando um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), estando atualmente preso no presídio da Papuda, em Brasília.
Negociações de delação premiada e polêmicas envolvendo o ex-presidente do BRB
Em uma nota à imprensa, Aragão afirmou que só participa de ações jurídicas fundamentadas na seriedade, confiança profissional e responsabilidade. Ele não especificou o motivo que o levou a renunciar à defesa de Costa.
A possível colaboração premiada estaria condicionada à existência de provas substanciais e inquestionáveis, sempre respeitando a legalidade, as instituições e a reputação das pessoas envolvidas.
Paulo Henrique Costa foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes no Banco Master e uma tentativa de compra da instituição pelo BRB, banco público vinculado ao governo do Distrito Federal.
Segundo as investigações, Costa teria acertado com o banqueiro Daniel Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em propina, sendo esse valor repassado por meio de imóveis, acusações que ele nega veementemente.
