Nove dos dez acusados de fazer parte de uma organização criminosa transnacional envolvida na fabricação e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito foram submetidos a uma audiência de instrução e julgamento na Justiça Federal do Rio de Janeiro. O caso veio à tona após a descoberta de uma fábrica clandestina de fuzis AR-15 em Santa Bárbara d’Oeste (SP) e a apreensão de 183 armas em Americana (SP).
Investigações revelam esquema de fabricação e distribuição de armas clandestinas
A audiência de instrução e julgamento é crucial no processo, pois é nessa fase que os depoimentos das partes envolvidas são coletados. Agendada inicialmente para julho, as oitivas foram adiadas para agosto. Outra audiência está prevista para ocorrer até o dia 12 de agosto, dando continuidade ao desenrolar do caso.
Descoberta da fábrica clandestina e apreensão de armas geram repercussão
A Polícia Federal revelou que a fábrica funcionava disfarçada de produção de peças aeronáuticas, mas sua real atividade era a fabricação ilegal de fuzis. As investigações apontam que o grupo abastecia facções criminosas em São Paulo e Rio de Janeiro. Diversos acusados desempenhavam funções específicas dentro da organização criminosa, como fornecimento de maquinário, gerenciamento e distribuição de armas.
A Justiça Federal tornou réu um indivíduo acusado de receber remessas postais dos Estados Unidos com peças de armas de fogo, evidenciando a dimensão internacional da operação criminosa. A fábrica clandestina encontrada continha equipamentos de alta precisão e peças necessárias para a montagem dos fuzis, revelando a sofisticação do esquema criminoso.
A descoberta da fábrica clandestina de armas no interior de São Paulo chocou as autoridades, que se depararam com um arsenal capaz de produzir dezenas de fuzis. A complexidade do processo de usinagem utilizado para fabricar as armas demonstra o alto nível de organização e recursos empregados pela quadrilha.
Fonte: https://g1.globo.com
