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Acordo histórico define regra de transição de 60 dias para fim da escala 6×1

© Tomaz Silva/Agência Brasil

Um acordo histórico foi anunciado nesta segunda-feira (25) pelas lideranças da Câmara e pelo governo federal, prevendo uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Essa transição está programada para ser concluída em um ano, com a primeira redução de duas horas, passando de 44 para 42 horas semanais em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional.

Além disso, o acordo estabelece que a mudança da escala de trabalho de 6×1 para 5×2, onde o trabalhador terá dois dias de folga a cada cinco trabalhados, também terá um prazo de 60 dias para ser implementada. A medida visa atender a demanda dos trabalhadores e do setor produtivo, permitindo que ambos se organizem adequadamente.

Transição gradual e impactos positivos

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, enfatizou que a transição para a jornada de 40 horas semanais será concluída em um ano, atendendo aos anseios da classe trabalhadora e do setor produtivo. Já o relator da PEC, deputado Leo Prates, ressaltou que a mudança para a escala 5×2 será imediata, sem necessidade de transição.

Com a implementação dessas medidas, os trabalhadores terão a possibilidade de cumprir uma jornada de 42 horas em cinco dias de trabalho, seguida por uma redução para 40 horas semanais após 12 meses. Essa mudança representa uma conquista significativa para os trabalhadores brasileiros.

A importância do diálogo e do apoio parlamentar

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o acordo é fruto do diálogo entre o governo e o Parlamento, reconhecendo a luta dos trabalhadores brasileiros. Ele solicitou celeridade na tramitação da proposta após a aprovação na Câmara.

Além disso, o presidente da Câmara antecipou uma proposta que permitirá que os microempreendedores individuais (MEIs) contratem mais empregados e aumentem seu faturamento. Essa medida visa impulsionar a formalidade do trabalho e trará avanços significativos para o setor.

É importante ressaltar que as mudanças para os MEIs, bem como possíveis alterações para categorias específicas, serão tratadas em um projeto de lei com urgência constitucional após a aprovação da PEC. O presidente da Câmara enfatizou a importância de considerar as particularidades de cada setor para evitar possíveis dificuldades operacionais.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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