Após a prisão do secretário de governo e marido da prefeita de Bauru, Renato Purini, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público deslocou-se para a prefeitura em uma ação investigativa. A prefeita Suéllen Rosim não é alvo da operação atual.
A ação é um desdobramento da “Operação Cavalo de Troia”, que já havia resultando na prisão de ex-secretários ligados à administração municipal. Após cumprir os mandados de busca e apreensão na prefeitura, Renato Purini foi levado para a Central de Polícia Judiciária.
No início do dia, os funcionários foram impedidos de entrar no prédio, mas logo após a saída da equipe, puderam retornar ao trabalho normalmente.
O Ministério Público informou que além da prisão, foram cumpridos mandados em endereços na cidade de Bauru e na capital, em uma investigação sobre um suposto esquema criminoso envolvendo a concessão dos serviços de resíduos sólidos na cidade.
Desdobramentos da investigação
A nova fase da “Operação Cavalo de Troia” baseia-se em evidências obtidas na primeira etapa da investigação, revelando indícios de participação de outros agentes públicos e particulares nas práticas em questão.
As investigações continuam em andamento para apurar possíveis delitos adicionais e identificar outras pessoas envolvidas que ainda não foram alcançadas pelas medidas judiciais.
Origem das investigações
A investigação teve início em março a partir de denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam). As apurações revelaram um suposto esquema de corrupção na gestão do lixo da cidade, envolvendo contratos milionários e possíveis propinas.
A interceptação de conversas levou à descoberta de articulações ilícitas envolvendo secretários municipais e executivos de empresas, resultando em prisões temporárias e buscas em fases anteriores da operação.
Fonte: https://g1.globo.com



