A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos, tomou uma decisão drástica após ter sido alvo de ameaças de morte e violência sexual durante a campanha. Ana Elisa desativou sua conta em uma rede social após denunciar à Polícia Civil de Minas Gerais as mensagens recebidas, que incluíam não apenas ameaças de morte, mas também ataques machistas, racistas e de estupro.

A deputada eleita esteve em Brasília para apoiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, no entanto, desde então, seus perfis têm sido alvo de ataques coordenados.

Denúncias e vulnerabilidade

Ana Elisa relatou sentir-se totalmente vulnerável, pois ainda não possui escolta de segurança. Em suas redes sociais, a deputada compartilhou prints de um e-mail recebido de um suposto integrante do grupo extremista Ku Klux Klan, que ameaçou estuprá-la e afirmou não tolerar mulheres pretas em espaços de poder.

Repercussão e conquistas

Com mais de meio milhão de votos, Ana Elisa se tornou a segunda deputada federal mais votada em Minas Gerais, além de ser a mulher mais votada na história do estado para a Câmara dos Deputados e a deputada federal mais jovem já eleita no país. Veja também: Como a Linguagem Molda o Pensamento: Uma Análise Profunda.

Nascida em Divinópolis, a jovem ganhou destaque nas redes sociais ao abordar temas como política, direitos sociais, racismo, feminismo e educação, conquistando milhões de seguidores. Durante a campanha, alcançou quase 2 milhões de seguidores no Instagram, número que continua crescendo.

Violência política e denúncias

No contexto de denúncias de violência contra mulheres candidatas em 2026, organizações entregaram ao TSE relatos de violência física, verbal, ameaças de morte e estupro. Dados do TSE indicam crescimento de 11 vezes na violência política de gênero entre 2022 e 2026.

Para orientação e denúncia, diferentes canais institucionais estão disponíveis, como a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, Ouvidoria das Mulheres do CNMP, Procuradoria-Geral Eleitoral, Ouvidoria Nacional da Mulher do CNJ, Polícia Federal, Grupo de Trabalho Mulheres da DPU, entre outros.

Em casos de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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