A participação dos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e daqueles que ainda estão indecisos pode ser crucial para definir o resultado das eleições deste ano. Com mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes e uma abstenção de 21,08%, o índice mais alto desde 1998, a atenção se volta para o impacto desses números no cenário político.
Abstenção e Seu Peso nas Eleições
O cientista político Bhreno Vieira ressalta que a abstenção entre 20% e 22% já era esperada, considerando a magnitude de 33 milhões de eleitores ausentes. Segundo ele, essa parcela significativa do eleitorado pode exercer influência decisiva no resultado eleitoral, especialmente em um contexto de eleições acirradas.
Comparada à abstenção de 2022, que ficou em 20,95%, a proximidade dos números indica a importância do comparecimento dos eleitores no segundo turno. Ariel Calmon, especialista em ciência política, destaca a necessidade de manter as bases de apoio e conquistar novos votos, especialmente na disputa presidencial.
Desafios no Segundo Turno
Calmon aponta os desafios das campanhas no segundo turno, com foco na mobilização das bases e na conquista do eleitor moderado. A situação do presidente Luiz Inácio é destacada, com a necessidade de reverter a desvantagem e conquistar votos de candidatos derrotados no primeiro turno.
Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, reconhece a abstenção como um problema e destaca os esforços da Justiça Eleitoral para aumentar o comparecimento no segundo turno. Os maiores índices de abstenção foram registrados em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, enquanto Ceará, Roraima, Piauí e Sergipe apresentaram os menores índices.
Votação do Segundo Turno
Com 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de votos nulos no primeiro turno, a votação do segundo turno está agendada para o domingo, 25 de outubro. A expectativa fica por conta do comparecimento dos eleitores e de como suas decisões poderão impactar o resultado final das eleições.



