Nesta sexta-feira (11), data em que é celebrado o Dia do Cerrado, o Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (Inpe) trouxe uma boa notícia para o bioma brasileiro. De acordo com os dados divulgados, os alertas de desmatamento no Cerrado tiveram uma queda de 18,9% em agosto, em comparação com o mesmo período do ano passado.
O Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) apontou que o Cerrado perdeu 238 km² de vegetação nativa em agosto deste ano, contra 294 km² no mesmo mês de 2025. Esse resultado representa o segundo melhor desempenho para o bioma em um mês de agosto desde o início da série histórica em 2018.
Tendência de queda constante
O coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e demais Biomas do Inpe, Cláudio de Almeida, destacou que a redução do desmatamento no Cerrado tem sido constante nos últimos três anos. Essa diminuição é resultado de um esforço conjunto entre o governo federal e os estaduais para combater o problema.
Por outro lado, na Amazônia, houve um aumento de 12,1% na área desmatada em agosto, comparado ao ano anterior. Apesar disso, o trimestre de junho a agosto apresentou queda em relação ao mesmo período de 2025, registrando o segundo melhor desempenho da série histórica.
Preocupações com a Amazônia
O aumento do desmatamento na Amazônia em agosto levantou preocupações, conforme explicou o coordenador do Inpe. Embora ainda esteja abaixo dos níveis anteriores, o crescimento indica a necessidade de atenção e medidas para evitar novos picos de desmatamento.
Na entrevista realizada em São Paulo, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, comemorou a redução do desmatamento no Cerrado, mas expressou preocupação com a situação na Amazônia. Ele destacou que o aumento no desmatamento ocorreu principalmente no Pará, onde as ações de fiscalização ambiental foram interrompidas.
Medidas e ações
Para enfrentar os desafios, o ministro assinou duas portarias. A primeira estabelece as modalidades de pagamento por serviços ambientais, enquanto a segunda cria as Áreas Prioritárias de Recarga Hídrica no Bioma Cerrado (Aprhic), direcionando esforços para conservação e restauração dessas regiões.
Essas medidas visam otimizar a gestão dos recursos hídricos no Cerrado, contribuindo para a proteção do bioma. A plataforma lançada hoje permitirá o monitoramento dessas áreas prioritárias, transformando dados científicos em informações para apoiar a tomada de decisões e ações efetivas de preservação.



