Movimentos sociais em todo o país se uniram nesta segunda-feira (7) para a 32ª edição do Grito dos Excluídos, realizando marchas e atos em mais de 50 cidades. Com faixas, bandeiras e gritos de guerra, a mensagem central foi clara: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes levantaram bandeiras por moradia digna, reforma agrária, educação pública de qualidade, defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres, combate ao racismo e à LGBTfobia, e o fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo: Marcha pelas Ruas do Centro e Homenagem aos Sem-Teto

Na capital paulista, a manifestação percorreu as ruas do centro e culminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, um café da manhã comunitário reuniu os participantes. A ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, ressaltou a importância de lutar por uma sociedade onde não existam pessoas sem moradia.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, destacou a importância de defender a democracia para evitar interferências econômicas nas eleições. Enquanto Deuza Cordeiro de Lima protestou contra a violência policial, relembrando a morte de seu filho Thiago em 2023. Veja também: Como Elaborar um Plano de Carreira Eficiente.

Rio de Janeiro: Teatro Político e Defesa da Soberania Nacional

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, com destaque para a presença de um grupo de ativistas que levaram o teatro para a manifestação. Encenando esquetes com temas como soberania nacional e democracia, a ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, movimento de teatro político e educação popular.

Julian Boal, coordenador do grupo e filho de Augusto Boal, fundador do Teatro do Oprimido, enfatizou a importância de ampliar a participação popular. O evento também foi marcado pela defesa da moradia digna, com o coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, destacando a necessidade de mobilização para reverter as injustiças sofridas pelos mais vulneráveis da sociedade.

Além das pautas locais, os manifestantes criticaram o tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros e pediram o fim da escala de trabalho 6×1, aguardando votação no Senado após as eleições.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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