Um estudo divulgado pelo Mapbiomas revelou que mais de um terço, equivalente a 38%, das áreas habitadas na Amazônia foram fortemente impactadas pelo El Niño de 2024. Das 5.673 localidades habitadas na região, 2.172 sofreram de forma intensa com os efeitos do fenômeno climático.
O El Niño é conhecido pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Tropical, gerando mudanças na circulação atmosférica e resultando em chuvas irregulares. Na Amazônia, isso se traduz em seca e aumento da temperatura.
Impacto nas Populações Locais
O estudo também analisou os efeitos do El Niño em diferentes tipos de ocupação humana, como núcleos urbanos, territórios indígenas, quilombolas, entre outros. Cerca de 93% das localidades estudadas, totalizando 5.273 áreas, tiveram redução na superfície de água a uma distância de até 5 quilômetros, afetando diretamente as populações locais.
Além disso, a seca ocasionou a diminuição dos níveis dos rios, impactando o transporte, acesso à água, pesca e outras atividades dependentes dos sistemas fluviais.
Os pesquisadores destacam que a redução da vegetação nativa ao longo dos anos agravou os efeitos do El Niño, resultando em uma perda de 3,9 milhões de hectares de cobertura verde, equivalente a 14% do total anteriormente existente.
Projeções e Alertas
Com previsões de um ‘Super El Niño’ particularmente forte para este ano, especialistas alertam para a importância de medidas preventivas diante dos impactos climáticos. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que a última ocorrência do fenômeno em 2024 resultou em uma redução significativa da superfície de água e volume de chuva na região amazônica, com temperaturas máximas 2,6ºC acima da média histórica.



