Uma decisão tomada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil está causando impacto direto na rotina dos passageiros que utilizam as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A greve, iniciada à 0h desta terça-feira, 4 de agosto de 2026, foi mantida por tempo indeterminado após uma assembleia realizada pelo sindicato.

Os funcionários dessas linhas estão em busca da reestatização das operações, que foram repassadas pela gestão Tarcísio para a empresa Trivia Trens, ou então a garantia da manutenção dos empregos dos 4.700 funcionários da CPTM, que atualmente estão passando por um plano de demissão voluntária.

Negociações e posicionamentos

O governo de São Paulo, representado pelo governador Tarcísio de Freitas, manifestou-se nas redes sociais criticando a greve, alegando que a paralisação é uma “instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem”. Freitas destacou que o governo estava aberto ao diálogo e havia oferecido garantias de manutenção de empregos, que foram recusadas pelo sindicato.

Segundo a nota do governo, a greve foi decretada unilateralmente pelo sindicato, mesmo após o compromisso de não realizar demissões durante o período de realocação dos funcionários da CPTM. A paralisação afeta cerca de 1 milhão de passageiros diariamente e causa impactos no trânsito da capital paulista.

Consequências e desdobramentos

A manutenção dos empregos dos funcionários foi comunicada ao sindicato antes da paralisação, o que levanta questionamentos sobre a motivação real da greve. A continuidade da paralisação, que prejudica milhares de usuários diariamente, gera estranheza diante dos números apresentados pelo governo de São Paulo.

Com a concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade para a empresa Trivia Trens, a situação se torna ainda mais complexa, com os impactos diretos sendo sentidos pelos passageiros que dependem desses serviços diariamente.

Fonte: https://g1.globo.com

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