Uma investigação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta terça-feira (21) trouxe à tona uma rede de conexões entre suspeitos de crimes financeiros e oficiais de alta patente da Polícia Militar de São Paulo. Os desdobramentos das operações Recidere e Bazaar revelaram registros de áudio e planilhas financeiras que apontam não apenas a proximidade entre os investigados e os oficiais, mas também repasses de valores em espécie.

Relação íntima entre investigados e altos oficiais da Polícia Militar

Segundo os relatórios do inquérito policial, figuras-chave da investigação, como o empresário Cléber Azevedo dos Santos e Robson Martins de Souza, mantinham estreitos laços com o alto escalão da PM. Mensagens analisadas pelos investigadores revelaram discussões sobre a influência e o acesso privilegiado a comandantes e diretores da corporação. Apesar disso, os PM citados não são alvos da operação e não foram formalmente acusados.

Oficiais de alta patente envolvidos na investigação

Entre os oficiais mencionados nas gravações e nos documentos da investigação, destacam-se o coronel PM Pereira Martins, o coronel PM José Augusto Coutinho e o coronel ‘Patrício’. Coutinho, ex-comandante-geral da PM, deixou o cargo em abril após ser citado em um inquérito da Corregedoria. Os relatórios financeiros revelaram esquemas de circulação de dinheiro ilícito, como a chamada ‘ticketagem’, utilizada para financiar a organização criminosa e custear favores.

Uma planilha datada de dezembro de 2019, enviada a Cléber Azevedo por uma colaboradora identificada como ‘Ellen’, registrou um pagamento de R$ 1.000,00 direcionado ao Coronel Patrício. Os investigadores acreditam que os pagamentos e a proximidade com oficiais não eram aleatórios, mas sim parte de um esquema estruturado de influência, visando obter vantagens competitivas e institucionais.

Fonte: https://g1.globo.com

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!