A Copa do Mundo está prestes a encerrar no próximo domingo (19), e um grupo de ativistas está fazendo um pedido ousado: a remoção da publicidade de refrigerantes nos eventos esportivos. A campanha Tirem o Refrigerante de Campo está pressionando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) a rever seus contratos de patrocínio, que incluem marcas como a Coca-Cola.

Mais de 100 organizações da sociedade civil de diversos países se uniram a essa causa preocupadas com a saúde pública, especialmente em relação aos problemas associados ao consumo de bebidas açucaradas, como obesidade e diabetes. No Brasil, entidades como o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e a Aliança pela Alimentação Saudável estão engajadas nessa iniciativa.

Impacto da campanha

De acordo com a campanha, cada aumento de 250 mililitros na ingestão diária de bebidas açucaradas aumenta significativamente o risco de obesidade, diabetes tipo 2 e mortalidade por causas cardiovasculares. Essa preocupação levou os ativistas a enviarem uma carta aberta ao presidente da Fifa, Giovanni Infantino, alertando sobre as consequências negativas da associação do futebol a produtos prejudiciais à saúde.

A diretora executiva do Instituto Desiderata, Renata Couto, ressaltou a influência da publicidade de refrigerantes na formação de hábitos alimentares não saudáveis em crianças e adolescentes. Ela comparou essa estratégia de marketing ao que foi enfrentado pela indústria do tabaco no passado, que acabou sendo banida como patrocinadora de eventos esportivos.

Polêmica na publicidade

Além da questão dos refrigerantes, a publicidade das plataformas de apostas online, as bets, também está gerando polêmica durante a Copa do Mundo. No Brasil, recentes portarias ministeriais impuseram restrições e alertas sobre os riscos desse tipo de publicidade, destacando que ‘Apostar pode causar dependência’ e ‘Apostar faz você perder dinheiro’.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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