O advogado José Antonio Cremasco, acusado de reter dinheiro de ações ganhas, descumpriu prazos importantes em relação ao pagamento de uma suposta vítima, gerando uma investigação na 17ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. O caso levanta suspeitas de apropriação indébita e está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo para possíveis desdobramentos legais.

De acordo com um alvará judicial, a vítima deveria receber R$ 416 mil, valor referente a um processo vencido. No entanto, o montante não foi repassado após diversas cobranças ao escritório de José Antonio Cremasco, em Campinas. O caso resultou em um boletim de ocorrência e em uma denúncia à OAB.

Em meio às tentativas de negociação, prazos estabelecidos não foram cumpridos, levando a suposta vítima a registrar o caso junto à Ordem dos Advogados do Brasil. Após contestar o valor devido, José Antonio prometeu uma data para resolução, que também foi descumprida. Como resultado, o advogado, juntamente com sua filha, Thais, foram condenados a pagar R$ 239.551,93 a um cliente que não recebeu o valor de uma ação trabalhista.

Condenação e contestações

A Justiça determinou que José Antonio Cremasco, Thais e o escritório paguem a quantia devida ao cliente, acrescida de danos morais. Em entrevista, Thais negou ter se apropriado dos valores, atribuindo a responsabilidade ao pai. José Antonio, por sua vez, alegou que a filha era responsável pelas contas no período dos problemas.

Em meio a alegações e investigações, o caso levanta questionamentos sobre a conduta ética e profissional de advogados e escritórios de advocacia, destacando a importância da transparência e responsabilidade na gestão financeira de processos jurídicos.

Fonte: https://g1.globo.com

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