Nesta quarta-feira (8), camelôs de diversas regiões da cidade do Rio de Janeiro se manifestaram em frente à sede da Prefeitura contra as medidas de ordenamento urbano anunciadas para a orla da zona sul. O protesto foi motivado pelo Programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público, que tem como objetivo combater a ocupação ilegal e o comércio irregular. Com faixas e palavras de ordem pedindo para trabalhar, os ambulantes reivindicaram um diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere.

Protesto dos camelôs e anúncio do Programa Tolerância Zero

O programa da prefeitura visa desarticular estruturas ligadas ao crime organizado que exploram ilegalmente pontos comerciais em áreas públicas, conforme esclareceu o prefeito durante o lançamento. A fiscalização permanente terá início em 16 de julho nas regiões do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.

O secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, destacou que a operação contará com ações de inteligência em conjunto com as forças de segurança, visando coibir práticas ilegais. Durante o protesto, camelôs defenderam que apenas quem comete irregularidades seja punido, sem generalizações associando a categoria ao crime organizado.

Vendedores ambulantes ressaltaram a espera pela regularização junto à prefeitura, alegando que muitos aguardam autorização para trabalhar de forma legal há anos. O Movimento Unido dos Camelôs (Muca) concordou com a necessidade de fiscalização, porém defendeu que a prefeitura avance na regularização dos trabalhadores que aguardam autorização.

Programa Tolerância Zero e medidas adotadas

O Programa Tolerância Zero estabelece uma política permanente de fiscalização do comércio irregular na orla carioca, coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) em parceria com outras entidades de segurança. Entre as medidas previstas estão a fiscalização diária do comércio ambulante sem autorização e a apreensão de mercadorias sem comprovação de origem.

A prefeitura identificou cerca de mil pontos explorados ilegalmente e 22 depósitos clandestinos. O programa prevê a remoção de estruturas irregulares, combate a depósitos clandestinos e monitoramento por drones e câmeras.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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