O publicitário Paulo Peregrino, de 64 anos, comemora a remissão total do câncer após ter sido um dos primeiros pacientes a receber o tratamento com a terapia celular CAR-T Cell. Desenvolvida em parceria pela USP, Hemocentro de Ribeirão Preto (SP) e Instituto Butantan, a terapia proporcionou resultados impressionantes para Paulo, que viu os linfomas que estavam espalhados pelo seu corpo desaparecerem em apenas 48 dias após o início do tratamento.
Diagnosticado com linfoma não-Hodgkin em 2018, Paulo descreve a emocionante transformação em seu corpo: de uma condição tomada pela doença para a remissão total, como se tivesse passado uma borracha nos linfomas. Novos resultados do estudo revelam que 9 em cada 10 pacientes tiveram redução significativa ou desaparecimento do tumor após a terapia.
Paulo, que agora completa dois anos de remissão total, reflete sobre sua batalha de 13 anos contra o câncer, destacando o impacto do tratamento com CAR-T Cell como o ponto de virada. Ele relembra o momento em que a terapia revolucionária foi administrada e a rapidez com que seu problema de saúde foi solucionado.
Terapia inovadora para combate ao câncer
A terapia CAR-T Cell envolve a reprogramação genética de glóbulos brancos do paciente para combater células cancerígenas, como é o caso do linfoma não-Hodgkin. As células reprogramadas são reintroduzidas na corrente sanguínea, promovendo uma resposta eficaz contra o câncer.
Até o momento, o estudo clínico já incluiu 75 participantes, com previsão de recrutamento de mais 100 pacientes. A pesquisa visa avaliar a eficácia e segurança do tratamento, que se mostra promissor para pacientes em situações desafiadoras, como era o caso de Paulo.
Esperança renovada e contribuição para o futuro
Paulo compartilha sua experiência de ter sido praticamente desenganado antes de ter a oportunidade de ser tratado com CAR-T Cell, ressaltando a importância da pesquisa clínica para o avanço da medicina. Sua decisão de participar do estudo não só transformou sua vida, mas também pode abrir portas para novas opções de tratamento no futuro.
Fonte: https://g1.globo.com



