O aumento dos casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, que sediarão jogos da Copa do Mundo de 2026, é motivo de preocupação para os turistas brasileiros. Esses países respondem por 70% dos casos na América, alerta a infectologista Natalie Del Vecchio, do IFF/Fiocruz.
A especialista destacou a alta contaminação do vírus do sarampo e a baixa cobertura vacinal nos países envolvidos, incluindo o Brasil. A vacinação é essencial para evitar a reintrodução do vírus no país, segundo a infectologista.
Expansão dos Casos e Riscos para os Brasileiros
Em 2025, o Canadá registrou mais de 5 mil casos, perdendo a certificação de país livre da doença. O México e os Estados Unidos também enfrentaram aumento de casos. Para os brasileiros que viajam sem o esquema vacinal completo, o risco é maior, podendo trazer o vírus de volta ao Brasil.
A infectologista ressaltou a importância da vacinação, lembrando que o Brasil recebeu a recertificação de país livre do sarampo em 2024. No entanto, os baixos índices de vacinação permitiram a reintrodução do vírus em 2018.
Recomendações e Campanha de Vacinação
Natalie Del Vecchio orienta que mesmo quem não vai viajar para os países-sede da Copa deve completar o calendário vacinal. Para os viajantes, a recomendação é ter duas doses da vacina contra sarampo até 30 anos e uma dose de 30 a 60 anos.
O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para reforçar a importância da vacinação contra o sarampo, com orientações específicas para quem vai para os Estados Unidos, México e Canadá. As doses estão disponíveis gratuitamente no SUS.
O sarampo é uma doença grave, com complicações que podem levar à morte. A vacinação é a principal forma de prevenção, evitando surtos e protegendo a saúde de todos. A prevenção é fundamental para garantir a segurança durante as viagens e a proteção da população brasileira.



