O segundo dia do julgamento do padrasto e da mãe de Henry Borel, ocorrido nesta terça-feira (26), foi marcado pela escuta das primeiras testemunhas do caso. A sessão tem lugar no Segundo Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro.
Defesa tenta obstruir julgamento no primeiro dia
Na segunda-feira, o primeiro dia do julgamento foi tumultuado pela tentativa da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, de adiar o processo. Enquanto a defesa de Monique Medeiros optou pelo silêncio, Jairinho chegou a destituir seus advogados, mas recuou após a juíza anunciar sua transferência para um presídio de segurança máxima.
Obstruções e requerimentos negados
Durante a sessão, a defesa do réu apresentou 23 requerimentos para anular o julgamento, todos os quais foram recusados pela juíza Elizabeth Machado Louro, que encerrou o dia às 17h. O clima de tensão marcou o primeiro dia do julgamento do Caso Henry Borel.
Depoimentos das testemunhas e acusações
Para o segundo dia, estão agendados os depoimentos de três testemunhas de acusação, incluindo delegados e um médico legista. Ao todo, 27 testemunhas serão ouvidas ao longo do julgamento, que se estima durar entre cinco e sete dias.
De acordo com a denúncia, Jairinho teria espancado o menino Henry na madrugada de 8 de março de 2021, enquanto Monique Medeiros teria sido omissa, resultando na morte da criança. As acusações incluem homicídio qualificado e tortura contra a vítima, com a mãe respondendo por homicídio por omissão qualificado e com motivação torpe.



