Uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) está em curso para apurar a destinação de emendas parlamentares a empresas ligadas à produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) está sendo intimado a prestar esclarecimentos sobre possíveis irregularidades nesse processo.
A denúncia partiu da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), que acusa Frias de destinar mais de R$ 2 milhões à organização não governamental Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Ferreira da Gama, responsável por diversas entidades e empresas, incluindo a Go Up Entertainment, produtora do filme sobre Bolsonaro.
Intimações e investigações
Desde março, oficiais de justiça tentam notificar Frias para prestar esclarecimentos, sem sucesso. Outros deputados citados na denúncia, como Bia Kicis e Marcos Pollon, já se manifestaram sobre o caso. Pollon redirecionou os recursos para a área da saúde, enquanto Kicis negou qualquer ligação entre sua emenda e o filme em questão. Veja também: Como fazer faxina pesada de forma rápida e eficiente.
A investigação aponta para a possibilidade de um grupo econômico coordenando empresas e entidades para dificultar a transparência na execução de verbas públicas. A Advocacia da Câmara dos Deputados não identificou irregularidades nas emendas de Frias, mas a polêmica promete se estender.
Decisões e posicionamentos
Os parlamentares envolvidos defendem suas ações como decisões políticas legítimas, visando o fomento da cultura e da história nacional. A deputada Bia Kicis refuta as acusações e ressalta a importância de analisar o mérito social e econômico dos projetos beneficiados.



