O comércio brasileiro apresentou um crescimento de 0,5% em março, impulsionado pela queda do dólar, que estimulou as vendas de produtos importados. Esta foi a terceira alta consecutiva do setor, levando-o a atingir seu maior patamar.
Expansão e Comparativo Anual
Na comparação com março do ano anterior, o comércio registrou um avanço de 4%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão foi de 1,8%. Os dados são provenientes da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quarta-feira (13).
Análise Setorial
Dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram crescimento em março. Destaque para o setor de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que registrou uma alta de 5,7%, relacionada à desvalorização do dólar frente ao real.
Por outro lado, houve uma queda de 1,4% na atividade de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, devido ao impacto da inflação que desestimulou o consumo. No entanto, essa redução não representa uma regressão, visto que o setor teve crescimento nos meses anteriores.
Atividade de Combustíveis e Lubrificantes
Mesmo com o aumento nos preços dos combustíveis decorrente da situação no Oriente Médio, a atividade de combustíveis e lubrificantes avançou 2,9%. A demanda se manteve estável, resultando em um crescimento de 11,4% nas receitas do setor.
Comércio Varejista Ampliado
No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado, como veículos, motos, partes e peças, material de construção, e produtos alimentícios, bebidas e fumo, o indicador subiu 0,3% em março, totalizando um crescimento de 0,2% no acumulado de 12 meses.



