O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, destacou nesta terça-feira (12) que a instituição terá pela frente o desafio de enfrentar o uso inadequado da inteligência artificial nas eleições que ocorrerão em outubro.
Nunes Marques assumiu a presidência da Corte em uma cerimônia realizada no início da noite de hoje e estará à frente do pleito eleitoral que definirá o presidente da República, deputados federais, estaduais, distritais, governadores e senadores.
Durante seu discurso de posse, o novo presidente enfatizou que o uso inapropriado da tecnologia representa uma ameaça ao processo democrático, ressaltando a importância de estar atento às tecnologias que podem comprometer a lisura das eleições.
Limitações para uso de IA nas campanhas
Em março deste ano, o TSE aprovou restrições para a utilização de inteligência artificial nas campanhas eleitorais, visando garantir a transparência e a equidade no processo. Veja também: Estratégias para Negócios em Tempos de Crise: Oportunidades e Ações Eficazes.
Eleições de outubro e o papel do eleitor
Nunes Marques ressaltou a relevância do pleito de outubro, considerando-o um dos mais importantes desde a redemocratização do país, e destacou que os eleitores devem ser os protagonistas do processo eleitoral, representando um ato de pertencimento cívico e confiança nas instituições.
Garantia de eleições limpas e transparentes
O presidente assegurou que o TSE cumprirá seu papel institucional de assegurar eleições limpas e transparentes, reiterando a importância da missão constitucional do Tribunal.
Defesa das urnas eletrônicas
Nunes Marques defendeu o sistema de votação eletrônico como um patrimônio da democracia brasileira, destacando sua eficiência e avanço em relação à apuração e divulgação dos votos.
O ministro, natural de Teresina, foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 e tem em seu currículo atuações como desembargador do TRF da 1ª Região, advogado e juiz do TRE do Piauí. André Mendonça, vice-presidente do TSE, também tem uma trajetória sólida no campo jurídico, sendo doutor em direito e com passagens pela advocacia pública federal, além de ter ocupado os cargos de advogado-geral da União e ministro da Justiça.



