“PAGARAM PARA VER?”
Pré-candidatura de Thiaguinho desafia grupo político e tsunami cai sobre aliados na Prefeitura
Os bastidores da política de Itapevi amanheceram fervendo nesta sexta-feira. O clima, que já vinha tenso nos corredores do poder, virou um verdadeiro incêndio político após o vice-prefeito Thiago Silva, o “Thiaguinho”, bater de frente com o próprio grupo político ao lançar sua pré-candidatura a deputado estadual sem qualquer alinhamento prévio com a cúpula que o sustentou até aqui.
Segundo informações que circulam nos bastidores, a decisão caiu como uma bomba dentro do grupo liderado pelo prefeito ex-prefeito Igor Soares e Marcos Ferreira Godoy, o Teco. O principal motivo da revolta teria sido justamente a forma como tudo aconteceu: Thiaguinho não teria comunicado, discutido ou sequer sinalizado oficialmente sua intenção política antes de colocar seu nome no tabuleiro estadual.
E não parou por aí.
Nos últimos minutos, Thiaguinho teria decidido enfrentar o grupo de peito aberto, acompanhado de seu irmão, o vereador Mateuzinho. O movimento foi interpretado por lideranças como um gesto de rompimento, afronta e independência política antecipada.
Mas a resposta veio rápida. E pesada.
Na manhã desta sexta-feira, o famoso “SEXTOU” ganhou um novo significado nos corredores da Prefeitura. Um verdadeiro tsunami político atingiu diretamente os dois parlamentares. Informações apontam para uma demissão de pessoas ligadas politicamente ao vice-prefeito e ao vereador dentro da administração municipal.
A canetada teria atingido cargos indicados por ambos, causando um forte impacto político e administrativo. Nos bastidores, a pergunta é uma só: como manter compromissos políticos, alianças e apoios sem estrutura dentro do governo?
Agora, o cenário abre espaço para uma dúvida que já domina as rodas políticas da cidade:
Thiaguinho continuará ao lado do prefeito Teco administrando Itapevi ou o rompimento já é inevitável?
A relação, que até então era vista como estratégica para a continuidade do grupo político, entra oficialmente em zona de turbulência. E muita gente já começa a dizer que o vice-prefeito pode acabar se tornando “Vice prefeito apenas da própria casa”, sem espaço efetivo dentro da máquina pública.
O episódio também reacende fantasmas antigos da política itapeviense. Afinal, a cidade já viveu diversos rompimentos históricos entre prefeitos e vice-prefeitos. Basta lembrar de episódios marcantes como:
- Jurandir Salvarani X João Caramez
- João Caramez X Professor Toledo
- Dalvani X Lineu de Goês
E a história parece querer se repetir.
Em Itapevi, quando o vice começa a criar voo próprio sem combinar com o grupo… o clima costuma esquentar rápido.
Nos bastidores, lideranças, vereadores e aliados acompanham cada movimento em silêncio absoluto, enquanto a população observa o desenrolar daquele que pode ser o maior racha político dos últimos anos na cidade.
A pergunta que fica é:
Thiaguinho foi ousado ou precipitado?
O tabuleiro está montado. As peças começaram a cair. E no jogo político de Itapevi, quem paga para ver… às vezes descobre rápido o preço da aposta.
O Roda de Fogo segue monitorando todos os bastidores e, como sempre, trará tudo em primeira mão para você leitor.
FIQUEM LIGADOS… PORQUE ESSA NOVELA POLÍTICA ESTÁ LONGE DO FIM.



