O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), também conhecido como Conselhão, realizou sua 6ª Reunião Plenária em Brasília, reunindo representantes do governo federal, da sociedade civil e do setor empresarial. O encontro aconteceu no Palácio Itamaraty.

Reativado no atual governo, após ter sido extinto em 2019, o órgão tem como objetivo promover o diálogo na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, social e sustentável do país.

Durante a reunião, os membros do colegiado entregaram ao Presidente um documento intitulado “Pilares de um Projeto de Nação”, que compila metas consideradas essenciais para o progresso do Brasil. As propostas foram elaboradas a partir de debates realizados nas comissões temáticas do conselho nos últimos meses, tendo como base a Estratégia Brasil 2050, coordenada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. A estratégia estabelece metas para a próxima década e ações para os próximos cinco anos.

O secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, ressaltou a importância da diversidade de opiniões presentes no conselho para o futuro do país.

Atualmente, o Conselhão é composto por 289 conselheiros. Durante o evento, o produtor de soja e algodão, Eraí Maggi, reconheceu medidas implementadas pelo governo federal que beneficiaram o setor, como o desenvolvimento de biotecnologias e a regulamentação do uso de defensivos agrícolas. Maggi destacou a ampliação do acesso ao crédito bancário para produtores rurais, com financiamentos de longo prazo para a aquisição de equipamentos e infraestrutura.

A empresária Luiza Trajano celebrou a redução da taxa de desemprego e a recente regulação das “bets”, mas criticou a alta taxa de juros, que, segundo ela, prejudica a atividade econômica. Trajano também convocou empresários a criarem um movimento de educação para combater a violência contra as mulheres.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfatizou que o Brasil tem motivos para ser otimista, apesar dos desafios econômicos. Haddad mencionou a taxa de emprego, a redução da informalidade, o aumento da média salarial, a redução da desigualdade de renda, a saída do Brasil do Mapa da Fome e a diminuição da taxa de pobreza, projetando a menor inflação da história.

A cientista da computação Nina da Hora defendeu a soberania digital tecnológica do Brasil, com investimentos em softwares nacionais e soluções inovadoras desenvolvidas no país e universidades públicas, para gerar empregos.

Mônica Veloso, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, destacou a valorização do salário mínimo e a correção da tabela do Imposto de Renda, que elevou a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Ela também mencionou a redução da pobreza e desigualdade social.

Preto Zezé, cofundador da Central Única das Favelas (Cufa), defendeu a renovação do debate sobre as questões urbanas do Brasil, especialmente a segurança pública, e a importância do debate econômico nas favelas.

O ativista Ivan Baron abordou a inclusão de pessoas com deficiência no orçamento público e a importância de evitar cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Além do documento com as metas estratégicas, foram apresentados ao presidente Lula o projeto “Move Mundo”, com mensagens da comunidade científica da Amazônia para a COP30, a Agenda Positiva do Agro 2025 e um portfólio de investimentos voltados à transformação ecológica no Brasil.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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