A Polícia Civil de Ribeirão Preto (SP) descarta que Júlia Moretti, presa sob suspeita de envolvimento em um roubo milionário a um prédio de luxo na cidade, fosse uma das líderes da organização criminosa. De acordo com o delegado André Baldocchi, responsável pelas investigações, a jovem foi “cooptada” pelo grupo após uma viagem ao litoral paulista e, apesar de ter participado ativamente da ação, não exercia papel de liderança.

Júlia, que não usou disfarces durante o crime e desempenhou diversas funções, é apontada como responsável pela parte logística do plano, incluindo o aluguel de um apartamento no nono andar do edifício utilizando seu nome. Esse apartamento, alugado com documentos falsos, serviu de base para os criminosos.

A prisão de Júlia ocorreu em Araçatuba (SP), onde reside, dois meses após o “arrastão” que vitimou moradores e prestadores de serviço de um edifício de alto padrão no centro de Ribeirão Preto. Na ocasião, seis apartamentos foram invadidos e diversas joias foram roubadas. Ela se manteve em silêncio durante o interrogatório inicial, mas deverá prestar depoimento nos próximos dias.

Com a prisão de Júlia, 15 dos 17 suspeitos identificados já foram detidos preventivamente. O inquérito policial foi finalizado e encaminhado ao Ministério Público. Um homem e uma mulher permanecem foragidos.

Segundo o advogado de defesa de Júlia, a jovem trabalhava como acompanhante de luxo e foi contatada para participar do roubo durante um de seus encontros. Ele alega que, após ser convidada, Júlia foi coagida a continuar no esquema, sob ameaças contra sua filha. Inicialmente, ela deveria apenas tirar fotos do apartamento utilizado para acessar o prédio, mas as ameaças a forçaram a prosseguir.

As investigações revelaram que o roubo foi cuidadosamente planejado, com o aluguel do apartamento no condomínio sendo crucial para facilitar a entrada e a circulação dos criminosos. A caução do imóvel foi paga no valor de R$ 12 mil. Após a venda das joias roubadas, estima-se que cada membro da quadrilha tenha recebido cerca de R$ 15 mil. O prejuízo total causado às vítimas pode ultrapassar os R$ 4 milhões.

Fonte: g1.globo.com

Compartilhar.
Deixe Uma Resposta

Olá vamos conversar!