A urna eletrônica, ícone das eleições brasileiras, completa 30 anos em 2026. Desde 1996, quando foi oficialmente implementada, revolucionou a forma de votar e apurar eleições no país.
Os engenheiros e pesquisadores por trás do desenvolvimento da urna foram apelidados de ‘ninjas’, em referência à sua habilidade e expertise. Esse grupo, formado por profissionais do Inpe, IEAv, Aeronáutica e da Justiça Eleitoral, liderados por Paulo Camarão, enfrentou o desafio de criar um equipamento seguro e inviolável, capaz de funcionar em todo o território nacional.
O Início da Transformação
A ideia de informatizar o voto ganhou força nos anos 80, mas foi em 1995, durante a gestão do ministro Carlos Velloso, que o projeto tomou forma. A partir de uma conversa casual com o técnico em informática Paulo Camarão, o TSE iniciou os trabalhos para o desenvolvimento da urna eletrônica, reunindo especialistas em diversas áreas.
Impacto nas Eleições
Antes da urna eletrônica, a votação em papel podia levar dias para ser contabilizada, tornando o sistema vulnerável a erros e fraudes. Com a digitalização do voto, o resultado passou a ser conhecido em poucas horas, fortalecendo a confiança no processo eleitoral e reduzindo problemas ligados à contagem manual.
A segurança da urna eletrônica evoluiu ao longo do tempo, com a implementação de assinaturas digitais, criptografia e testes públicos de segurança. Os criadores garantem a inviolabilidade do sistema, ressaltando a importância de manter a integridade das eleições.
Legado e Reconhecimento
Com apenas 2 megabytes de memória, o primeiro modelo da urna eletrônica, a UE96, marcou o início de uma revolução no sistema eleitoral brasileiro. Atualmente utilizado em todo o país, o equipamento é visto como referência internacional, com mais de 30 países adotando algum modelo de votação eletrônica.
Para os criadores, a urna eletrônica representa uma contribuição histórica para a democracia brasileira, um legado de orgulho e realização profissional.
Fonte: https://g1.globo.com
